
País do futebol, carnaval e da bunda.
Onde as coisas são resolvidas depois que alguma tragédia acontece.
Dos políticos corruptos que passam 4 anos roubando recursos que seriam destinados para população.
Das pessoas que pensam ser os donos do mundo, porque aqui é o país onde o dinheiro fala mais alto. Enquanto um “filhinho de papai” pega seu carro, encher a cara e pensa ser o bonzão, que pode fazer tudo até chegar a MATAR um pai de família que estava lutando para o sustento da sua família, correndo todos os riscos imagináveis para conseguir um trocado no emprego de moto-taxista, podendo ser assaltado, ou sofrer um acidente causado por um motorista irresponsável que não respeita nada, uma vida, alguém que esta batalhando como qualquer trabalhador brasileiro, e do nada ele perde a vida.
Uma vida arrancada de uma forma brutal, mais uma família, de tantas outras que perdem um pai, o alicerce, a pessoa que sustentava sonhos que foram destruídos por causa de um moleque pensando ser adulto, mas é apenas uma criança que cometeu um erro grave e irá pagar por isso.
Era mais um dia, Sábado, ele sai pra trabalhar como todos os dias costumeiramente, ninguém sabe se a mulher ou filhos tiveram oportunidade para se despedir, poderiam estar dormindo por enquanto que o pai vai trabalhar. Mais um dia, poderia estar pensando, mas não seria comum aos outros, porque ele iria morrer nesse dia. E foi assim, um cruzamento, um carro com duas pessoas, uma moto com uma vida, e uma atitude que custou a vida de duas dessas pessoas. O pai de família que estava na moto e o passageiro do carro perderam a vida, o futuro, os sonhos, desejos que tinham, tudo é tão rápido e quando acontece essas coisas percebemos como a vida é frágil, tão simples e delicada, como podemos perder, assim como essas duas pessoas morreram.
Era um cruzamento que necessitava rapidamente um semáforo, um simples sinal de trânsito, mas teve que acontecer uma tragédia, pessoas ter que morrer para uma atitude ser tomada, e vamos ser sinceros em se tratando desse país as coisas se resolvem quando acontece isso. Muitas vidas foram tiradas através de acidentes (e quantos não morrem todos os dias nas estradas do nosso país), mas poderiam ser evitadas. Essa violência, esse pânico social, uma selva, isso mesmo, vivemos em uma selva de pedra onde ninguém liga em passar no cruzamento e ver uma pessoa morta, não ficamos mais chocados com um corpo estendido no chão, uma vida que se foi, não sendo a minha e nem da minha família que se dane!
Fico imaginando aonde isso vai parar, quantas vidas serão perdidas, quantos sonhos não poderão ser realizados, e não consigo chegar a uma conclusão exata sobre isso.
Palavras certas que poderão unir a esse desabafo vindas do ilustre Renato Russo: “Que país é esse...”

